No Nordeste, as festas juninas vão muito além do São João

Oi, meu povo. Tudo bem por aí?

Aqui é a jornalista Beatriz Jucá. Acabo de chegar na Cajueira e trago para o nosso balaio as notícias vindas diretamente de Fortaleza (CE). É um prazer me juntar a esse projeto delicioso, que já acompanhava há muito tempo.

Vocês sabem que, no mês de junho, é até difícil levar a cabeça para longe das bandeirolas enfeitando as ruas, das fogueiras acesas nas calçadas ou mesmo daquele forrozinho embalando as quadrilhas cada vez mais profissionais e espetaculares.

Os festejos de São João, sem dúvida, são os mais populares do mês e já falamos deles aqui algumas vezes. Na nossa última edição mesmo, comentamos aqui como este mês está especial por unir São João e Copa do Mundo, muito embora as quadrilhas estejam se tornando verdadeiros festivais!

Mas hoje, antes de passar a palavra para a nossa curadoria, queria lembrar dos outros santos que movimentam os rincões do país com festas tão coloridas e populares, repletas de brincantes nos vários estados do Nordeste que enriquecem nossas culturas tradicionais.

Beatriz Jucá é a nova integrante da Cajueira

O grande destaque vai para as celebrações em torno do santo casamenteiro, Santo Antônio. São várias as cidades do Nordeste que o festejam. Mas, no sul do Ceará, mais precisamente na região do Cariri, todos os anos há um grande ritual na festa do Pau da Bandeira, desde a escolha da árvore a ser cortada até o carregamento de um tronco de mais de três toneladas, da mata até a cidade, em homenagem ao santo.

A jornalista Bibiana Belisário contou, em uma reportagem publicada na Arte Brasileiros, o que aproxima o trabalho de centenas de carregadores à forma de organização das formigas cortadeiras na natureza.Vale destacar também esse clique do artista e fotógrafo Samuel Macêdo, quando o pau da bandeira atravessava uma ponte sobre a transposição do São Francisco.

E antes que o mês termine, ainda veremos as celebrações de São Pedro, padroeiro dos pescadores, com festas e regatas de jangadas nos nossos litorais. De Fortaleza, no Ceará, a São Luís no Maranhão, o santo reúne cantigas e oferendas lançadas às águas.

Já vamos seguir para a curadoria. Só queríamos lembrar que ainda estamos sem a nossa conta no Instagram, mas não desista dessas cajuzinhas; estamos na peleja para recuperá-la. Até lá, continue nos acompanhando por aqui, no X e na rede do Substack. E não deixe de contribuir com nossa campanha Plantio ou doar qualquer valor para cajueira.ne@gmail.com.

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Recaatingar para proteger o semiárido

Junho tem sido este mês de festa e, para trazer uma perspectiva de olhar o futuro com alguma esperança mesmo nestes tempos difíceis de crise climática, sugerimos a leitura de uma entrevista interessante da Eco Nordeste sobre a importância de “recaatingar” para proteger o semiárido. A jornalista Catalina Leite conversou com o cientista Aldrin Pérez-Marín, que destaca o papel global da Caatinga contra a crise climática.

Também vale conhecer as iniciativas de agroecologia em Itapipoca, no Ceará, e suas soluções de convivência no semiárido, narradas pela Marco Zero.

Segurança pública em pauta

Logo mais, no mês que vem, começa a campanha eleitoral, e um dos temas que devem ganhar destaque entre os candidatos é a segurança pública, especialmente no Nordeste. Quatro dos cinco estados com as maiores taxas de homicídios estimados do Brasil estão no Nordeste, conforme mostra a Agência Tatu, com base no Atlas da Violência 2026.

Crime e política

Segurança pública, aliás, é justamente o tema discutido no podcast As Cunhãs desta semana. O podcast cearense traz uma entrevista com o deputado Marcelo Freixo para discutir como crime e poder se misturam no Brasil, trazendo os meandros de milícias e facções com a política.

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