Histórias da Copa contadas de um jeito diferente

Oiê, como tu tás?

Domingo tem a final da Copa do Mundo sem o Brasil, infelizmente. Entre Argentina e Espanha, a gente vai torcer pelos profissionais do Nordeste que estão trabalhando no mundial. O pessoal do portal NE45, por exemplo, cruzou 14 países em 15 dias para fazer uma cobertura diferente do evento. A gente foi fuxicar com eles para trazer os bastidores dessa aventura.

Equipe do NE45 viajou por 14 países em 15 dias durante o mundial (Crédito: Divulgação)

Para quem não conhece, o NE45 é um projeto que nasceu a partir de cinco amigos nordestinos, que criaram um podcast. Eles cresceram e se apresentam hoje como “o maior portal de conteúdo jornalístico e analítico sobre futebol do Nordeste”. Né massa?

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Muito além dos gramados

Quando a equipe do NE45 decidiu cobrir a Copa 2026, surgiram alguns problemas. “A gente não conseguiu o credenciamento para os jogos e o preço dos ingressos estava ficando inviável”, contou Celso Ishigami, um dos fundadores do veículo. Só que o aperreio se tornou uma oportunidade de fazer uma cobertura independente e inovadora, que foi muito além dos gramados. “Tivemos a ideia de pegar um ‘caminho contrário’. Contar histórias das pessoas vivendo a Copa no lugar onde as pessoas vivem”, disse.

Do Recife (PE), a equipe desembarcou em Cabo Verde. O país insular africano foi escolhido como ponto de partida porque vivia o sonho da sua primeira Copa do Mundo. De lá, os jornalistas passaram por outros países da África, Europa e quase foram bater na Ásia, percorrendo mais de 23 mil quilômetros entre voos, viagens de carro e de trem. Por onde passaram, registraram histórias dos países e dos torcedores que encontravam pelo caminho.

“Conhecemos pessoas que são tão apaixonadas pelo futebol, ou muito mais até, do que nós, brasileiros. Por exemplo, em Cabo Verde, vi a população abraçar a seleção de um modo que eu nunca tinha visto”, contou Ishigami.

É claro que, para uma iniciativa nordestina e independente, colocar em prática um projeto grandioso, envolendo tantas viagens, é um grande desafio. As marcas e agências que costumam investir pesado em coberturas de veículos sudestinos, acabam deixando de lado iniciativas nordestinas, que são rotuladas como ‘mídia regional”, diz Ishigami. É como se esses veículos fossem capazes de falar apenas sobre o Nordeste.

“Muitas vezes a gente só entra no mapa das agências quando eles querem fazer algo local. Ignoram que a gente dialoga com um público muito mais extenso, enxergam o Nordeste como se fosse algo muito exótico, algo que quando você for dialogar, tem que fazer de forma caricata”, avalia o jornalista.

Com o Brasil eliminado da Copa, a intensidade da cobertura deles diminuiu, mas não parou. Você pode acompanhar os conteúdos no canal do YouTube e também no portal.

Cabo Verde e Marrocos foram alguns dos países visitados pelos jornalistas (Crédito: Divulgação)


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