Trabalho e os debates sobre o fim da escala 6X1 no Nordeste

Oiê, tudo bem contigo?

O feriado tá chegando e, como diria o grande poeta pernambucano Ascenso Ferreira: Hora de comer — comer! / Hora de dormir — dormir! / Hora de vadiar — vadiar!/ Hora de trabalhar? — Pernas pro ar que ninguém é de ferro!

Gaiatices e versos à parte, as celebrações do Dia do Trabalhador, nesta sexta-feira (1/5), esquentam o debate pelo fim da escala 6X1 em todo o país, inclusive no Nordeste. O Projeto de Lei nº. 1838/2026, que propõe a redução da jornada, foi enviado ao Congresso Nacional com urgência, no dia 14 de abril e precisa ser votado em até 45 dias a partir desta data.

O tema vem reverberando nas Casas Legislativas dos estados Nordestinos, onde o apoio ao fim da escala 6X1 chega a 74%, de acordo com pesquisa Nexus, divulgada no começo do mês. Nesta edição, trazemos notícias sobre os desdobramentos dessas discussões e outras questões do mundo do trabalho, além das costuras eleitorais nos estados e mais uma tuia de conteúdos saborosos direto do nosso balaio.

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Agora, pronto. Viva à classe trabalhadora brasileira!

Um cheiro! Sirva-se!

Fim da escala 6X1

No Rio Grande do Norte, uma audiência pública na Assembleia Legislativa discutiu, no último dia 28, os impactos na saúde e na qualidade de vida de homens e mulheres submetidos a extensas escalas de trabalho.

No Maranhão, o trabalho ainda carrega as marcas da escravidão, denuncia a Agência Tambor, que usa como caso emblemático as contratações do supermercado Mateus, onde há denúncias de desvio de função e jornadas excessivas. Segundo a reportagem, São Luís, Grajaú, Imperatriz e Mirador estão entre os municípios com maior número de violações de direitos humanos relacionadas ao trabalho no país.

Trabalhadores do campo saem, aerogeradores ficam

Em mais um capítulo da luta de populações nordestinas contra os impactos causados pelas eólicas, famílias de agricultores estão sendo retiradas das suas terras pelo governo e pelo complexo eólico Ventos São Clemente em Pernambuco. O acordo, que privilegia as torres de geração em detrimento dos trabalhadores do campo, favorece o complexo de oito parques e 126 aerogeradores nos municípios de Caetés, Venturosa, Pedra e Capoeiras.

Os Rockefellers de Sergipe e a exploração do trabalho

Os Franco são um clã poderoso de Sergipe que foi retratado em reportagem recente da Agência Pública. O Mangue Jornalismo resgata a história com depoimentos de pesquisadores que encontraram trabalhadores do corte de cana vivendo em condições insalubres em fazendas da família.

O caldeirão da política tá fervendo!

Dos nove governadores do Nordeste, cinco podem ser candidatos à reeleição: Rafael Fonteneles (PT) no Piauí, Elmano Freitas (PT) no Ceará, Raquel Lyra (PSD) em Pernambuco, Fábio Mitidieri (PSD) em Sergipe e Jerônimo Rodrigues (PT) na Bahia. A Agência Tatu tá fazendo levantamentos super interessantes sobre promessas que esses governadores fizeram e não cumpriram. A primeira da série analisou Raquel Lyra, de Pernambuco.

Se tu queres acompanhar a política a partir de uma perspectiva nordestina, a gente recomenda fortemente o podcast As Cunhãs. No último episódio, elas servem um sururu quentinho com as costuras do PT nacional e o distanciamento de Cid Gomes (PSB) e Camilo Santana (PT).

O realismo mágico do Cariri

Charles Lessa, artista visual do Crato, no Ceará, é o entrevistado do podcast Budejo. O trabalho dele mistura referências pop com cultura popular.

Reprodução plataforma Pivô

Maternidade

Neste mês das mães, o EuFemea traz um artigo sobre o sofrimento invisível das tentantes, ou seja, das pessoas com útero que não conseguem engravidar.

Castanha

  • A conta do Instagram do O Pedreirense foi desativada permanentemente, sem maiores explicações da Meta. Aqui na Caju estamos enfrentando o mesmo problema, que tem causado prejuízos enormes para o nosso projeto. Estamos recebendo apoio e esperamos ter novidades para compartilhar com vocês em breve, mas ainda não sabemos se vamos conseguir recuperar a conta. Por enquanto, fica aqui nossa reflexão sobre o poder desproporcional das plataformas e também sobre como precisamos cobrar a regulamentação e mais transparência das big techs.

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