Nordeste de muitos carnavais 🎉

Opa, tudo certinho?

Chega o mês de fevereiro, tudo que a gente quer é trocar planilhas e reuniões de trabalho por purpurinas, batuques e gastar chinela na rua, né?

Enquanto você lê isso, já tem gente com a roupa pronta, costurada no paetê, decorando o passinho do Jamal e combinando o ponto de encontro no grupo do zap. Mas se a tua vibe é ficar em casa vendo filme, tá tudo certo também. Agora, se tu é contra o Carnaval… talvez tu só não tenha ainda numa folia das boas, visse?

Pensando nisso, essa edição da nossa curadoria nordestina será bem carnavalesca. Queremos te convidar a reparar numa coisa bonita: como a mesma ideia de folia vira festas completamente diferentes, dependendo do lugar, da história e do jeito que cada povo inventou de brincar.

O Carnaval nunca coube em caixinha. É algo muito vivo e em constante reinvenção. Enquanto o São João foi sendo moldado pela Igreja, sob o manto dos santos e das datas religiosas, o Carnaval já nasceu plural, caótico (no melhor sentido), mais pertencente a quem brinca do que a qualquer instituição. Ele surgiu e segue sendo, antes de tudo, popular – mesmo que tentem capitalizar em cima dele.

E é aí que mora a grandeza. Chamar tudo de Carnaval dá a impressão de que é uma coisa só, quando, na prática, são muitas festas coexistindo. No mesmo Nordeste, e às vezes na mesma cidade, tu pode cruzar com uma orquestra puxando frevo, virar a esquina e cair num cortejo de maracatu, ver caboclinhos com dança marcada, encontrar afoxés abrindo caminho com canto e percussão, topar com blocos de bairros cheios, dar de cara com bonecos gigantes e, mais adiante, ouvir o brega dominando uma rua inteira. E tem também o trio elétrico, claro, que é outro jeito de ocupar a rua e organizar o encontro.

O bom mesmo é viver as várias experiências, se deixar alegrar e ir de peito aberto. Nesta curadoria, nós focamos na diversidade do Carnaval no Nordeste. Tem histórias de resistência, de reinvenção das tradições, de valorização dos ritmos que compõem tudo isso. E, como nem tudo é festa, também chamamos atenção para casos em que a folia é usada por políticos de forma indevida.

Antes de seguirmos…

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Um xêro grande e bom carnaval pra tu!

Sirva-se!


Carnavais que existem por aqui

Conheça a história do caboclo de lança, personagem central do maracatu de baque solto em Pernambuco. A Revista Afirmativa mostra como o corpo em movimento e a religiosidade fazem do carnaval um espaço onde ancestralidade negra e resistência seguem em marcha.

O samba só existe porque passa de mão em mão, de geração em geração. Quando a juventude chega, ela não apaga a história, ela amplia.” É assim que o presidente do Bloco Alvorada, o mais antigo bloco de samba da folia baiana, resume o sentido de estar na avenida. A reportagem é do Portal SoteroPreta.

Os blocos Arrudeio e Arnesto estão mudando o mapa da festa em Aracaju (SE). O Mangue Jornalismo acompanha como a folia sai da praça, ocupa centros culturais e propõe outros caminhos para o Carnaval da cidade.

A Revista Alagoana conta como o Bloco Sururu da Lama, de Maceió (AL), mistura maracatu, o xequete e o caldinho de sururu para celebrar uma cultura que nasce do território.

O Frevo carrega muita história. A Marco Zero Conteúdo relembra como a expressão cultural surge da folia do povo negro do Recife (PE) e atravessa o século XIX como linguagem política, social e popular.

A Agência Saiba Mais acompanha o cortejo das Rendeiras de Ponta Negra, em Natal (RN), que levam às ruas a renda de bilro, as memórias da Vila e blocos como A Burrinha Pintadinha e o Jaraguá.

Festa escancara desigualdades

Enquanto a Prefeitura de Natal banca cachês milionários para atrações nacionais, artistas locais seguem sem saber quando vão receber. A Agência Saiba Mais mostra que a atual gestão acumula dívidas desde 2023.

Levantamento da Marco Zero Conteúdo expõe que dez agremiações tradicionais de frevo dividiram menos de R$ 500 mil no carnaval passado, enquanto quase R$ 3 milhões foram destinados a artistas e bandas sem trajetória consolidada.

Já no Maranhão, a Agência Tambor acompanha a denúncia da advogada Sandra Magalhães, que afirma ter sido vítima de racismo e transfobia durante o pré-carnaval de São Luís. Segundo a reportagem, o caso enfrenta tentativas de abafamento em meio à folia.

Memes Nordestinos 🌵

Nordeste sempre foi palco das maiores festas!

A maior declaração do mundo!

O hiperfoco em mel haha!

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