Desertos de notícias encolhem no Nordeste 🎉

Oiê, tudo bem?

Você sabe o que é um deserto de notícias? É um lugar onde não existe jornalismo local. Isso significa dizer que as pessoas desse município não contam com fontes jornalísticas para ter informações, por exemplo, sobre o poder público local, como a câmara de vereadores e a prefeitura. Ou seja, são populações mais vulneráveis à desinformação.

O Atlas da Notícia é um censo do jornalismo brasileiro que mede o tamanho dos desertos de notícias no país. Os estados nordestinos sempre foram apontados como locais com grande proporção de vazios noticiosos, mas, a última edição do levantamento mostrou um outro quadro. O Nordeste foi a região que mais cresceu em número de veículos jornalísticos. Foram 283 novas iniciativas mapeadas. Com isso, 143 municípios nordestinos deixaram de ser classificados como desertos de notícias.

As rádios, muitas delas comunitárias, e os veículos nativos digitais representam mais de 85% das iniciativas mapeadas na região. Mas, o Nordeste ainda é a região com o maior número absoluto de desertos de notícias do país: são 890 municípios sem nenhum veículo ativo.

“Se somarmos com os 488 quase-desertos, ou seja, cidades onde a pesquisa mapeou apenas uma ou duas iniciativas de jornalismo local na região, chegamos a mais de 76% dos municípios com um ambiente de notícias frágil. Esse é um grande desafio para o jornalismo e também para a defesa da democracia brasileira, uma vez que a desinformação influencia o senso crítico e as escolhas da população em relação, por exemplo, aos seus representantes políticos”, avalia Mariama Correia, que coordena a pesquisa do Atlas da Notícia no Nordeste e também é cofundadora da Cajueira.

Fica a pergunta: como fortalecer o jornalismo local no Nordeste?

Aqui na Cajueira, a gente tem um plano: fortalecer a rede de iniciativas independente. Já mapeamos mais de 100 iniciativas de jornalismo independente no Nordeste e a lista continua crescendo. Se você tem uma iniciativa, faça seu cadastro.

E já que o papo é sustento, fica aqui o lembrete: a Cajueira também é um veículo independente, feito na garra, sem anúncios e precisamos muito do apoio de quem lê, compartilha e acredita. Se quiser chegar junto, dá pra apoiar com qualquer valor em apoia.se/cajueira ou mandar um pix para cajueira.ne@gmail.com.

Sirva-se!

Pra dar nome aos bois

Muitos parlamentares deixaram claro de que lado estão. No Rio Grande do Norte, a maioria votou a favor da PL 364/19, conhecida como “PL da Devastação”, que flexibiliza regras de proteção ambiental. A Agência Saiba Mais detalha os impactos e revela os nomes.

No Maranhão, a Agência Tambor também mapeou os votos dos deputados federais e mostrou como o projeto atende ao agronegócio, colocando em risco comunidades tradicionais e territórios coletivos.

Em Sergipe, seis dos oito deputados federais votaram para retirar R$ 30 bilhões da saúde e educação e transferir para o pagamento da dívida do agronegócio. A Mangue Jornalismo acompanhou a votação.

Poder público facilita destruição ambiental

Em Maceió (AL), o prefeito JHC concentrou o licenciamento ambiental em uma autarquia ligada diretamente ao seu gabinete, sob a justificativa de “modernizar a máquina pública”. A Mídia Caeté acompanha as mudanças.

Também foi aprovado em Sergipe um projeto que facilita a dispensa de licenciamento ambiental em áreas rurais A medida pode acelerar desmatamentos em áreas frágeis, segundo a Mangue Jornalismo.

E em Teresina (PI), os lixões seguem ativos e com riscos de desastres ambientais. Essa é uma das três capitais do país em situação crítica, segundo o Ocorre Diário. Em um dos casos, uma criança de 12 anos perdeu a vida.

Comunidades tradicionais

Mais de 1 milhão de pessoas vivem em Unidades de Conservação na Bahia. Dados apontam que quatro em cada 10 moradores estão em pelo menos uma categoria de precariedade, explica a Revista Afirmativa

No Maranhão, um acordo entre o Incra e a Conaq pode destravar a titulação de territórios quilombolas. A Agência Tambor explica como o pacto fortalece a segurança de quem vive em áreas historicamente ameaçadas.

Disputa de tradições e avanços

Em Serrita (PE), a tradicional Missa do Vaqueiro passou a disputar espaço com a “Festa do Jacó”, criada pela prefeitura e bancada com milhões de reais do município e apoio do estado. Até o Ministério Público entrou em cena, segundo a Marco Zero Conteúdo.

Em Salvador, está em tramitação um projeto de acolhimento habitacional voltado à população LGBTQIA+. A proposta prevê um centro de apoio para quem sofre violências, destaca a Revista Afirmativa.

E o Ceará segue na liderança nacional em alfabetização de crianças na idade certa, como mostra o Pirambu News.

Castanhas

A Fundação Salvador Arena abriu as inscrições para o Programa de Apoio a Projetos Sociais, que oferece até R$ 380 mil por projeto, além de consultoria técnica gratuita para organizações de todo o país. As inscrições vão até 7 de agosto.

Memes Nordestinos 🌵

Não é meme, mas esse vídeo deu um quentinho no coração. Nunca é tarde demais para aprender, e melhor ainda quando o conhecimento considera o território.

A sorte de um amor tranquilo!

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